| A origem do nome homocinética vem de: homo = igual, cinético = movimento. São componentes que têm a função de transmitir de forma constante a força (torque) do motor às rodas. Sua aplicação na linha automotiva aumentou com a adoção da tração dianteira nas últimas duas décadas. Basicamente, nos veículos com este tipo de tração são usados dois semieixos, um para cada roda motriz. |
| Cada semieixo é composto por duas juntas homocinéticas, uma fixa (lado roda) e outra deslizante (lado câmbio), podendo em algumas versões utilizar a deslizante tripóide (trizeta) em substituição às juntas deslizantes V.L. e D.O. A combinação das Juntas Universais Fixas e Deslizantes apresenta a vantagem de permitir maiores ângulos de trabalho, menor raio de giro em veículos de tração dianteira, maior capacidade de torque etc. |
| As juntas são compostas de um anel externo, outro interno, uma gaiola de esferas e seis ou oito esferas, dependendo da configuração. |
| O caso específico a ser estudado será da peça que posiciona as esferas dentro de uma das extremidades da junta, conforme ilustra a Figura 1. |
| O anel interno é fabricado em um processo composto por quatro estágios, conforme ilustrado na Figura 2. Um tarugo de aço DIN 20MnCr5 e com um volume aproximado de 91,21 cm3 entra no primeiro estágio a uma temperatura de 990° C. |
| Ele é conformado e passa para o estagio seguinte através de um sistema automatizado, assim suscetivelmente até sair da máquina com todo o processo de forjamento finalizado. |
| Um dos possíveis defeitos que podem surgir é a falta de material na peça forjada, conforme ilustra a Figura 3, que somente será detectado após a retífica. |
| O objetivo desse trabalho é, com a ajuda da simulação numérica computacional, identificar as possíveis causas desse efeito. |
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| Figura 1. A peça a ser estuda está destacada na ilustração acima, que chamaremos de anel interno [1] |